segunda-feira, 23 de agosto de 2010

O dilema da natação

O ano de 2010 deu início à nova era da natação mundial, com a proibição dos chamados super-trajes o esporte vive um grande dilema: que atitude tomar em relação aos recordes obtidos com a utilização do traje?

O brasileiro César Cielo, recordista mundial dos 50m e 100m livres, defende a anulação dos tempos obtidos com o traje, porque são tempos que hoje são virtualmente inalcançáveis e porque ele não quer que pensem que ele só é recordista por causa do traje.

As competições de natação são compostas por 20 provas, sendo que 17 tanto no masculino quanto no feminino possuem recordes obtidos em 2009, a grande maioria conquistados no Mundial de Roma, quando Cielo cravou o tempo de 46.91s nos 100m livres. Em 2010 o campeonato europeu foi vencido pelo francês Alain Bernard com 48.49s, no Pan Pacific o americano Nathan Adrian conquistou o ouro com o tempo de 48.41, exatos 1.5 segundos mais lento que o recorde mundial. Numa prova de 100m esse 1.5s é uma eternidade, ou seja, esse é um recorde que vai durar muito ainda.

E isso não é bom para a natação, não é bom para os atletas que estão competindo contra tempos irreais, não é bom para a publicidade já que novos recordes sempre são notícia, não é bom para o esporte que pode ficar parado no tempo.

Pessoalmente eu sou contra a proibição dos super-trajes, a inovação tecnológica faz parte do esporte, nos uniformes, nos calçados, nas bolas, nas raquetes de tênis. Será que Usain Bolt correria os 100m rasos em 9.58s com a mesma sapatilha usada pelo Carl Lewis nos anos 80?

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